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O segmento de mídia digital no Brasil promete responder por 80% de todo conteúdo produzido e consumido nos setores de mídia e entretenimento até 2020, segundo recente estudo intitulado “Conteúdos disruptivos – O novo cenário da mídia”, e apresentado por Alasdair Ross, editor sênior da revista Economist Intelligence Unit (EIU) em recente encontro realizado no dia 24/9 em São Paulo, que reuniu lideranças da mídia, empresas produtoras e agências de conteúdo digital britânicas.

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A pesquisa foi realizada por meio de entrevista com 485 executivos do setor de mídia e entretenimento na Europa, América do Norte, Ásia-Pacífico e Brasil, líderes de empresas com faturamento mínimo de US$ 1 milhão, além de pesquisas documentais e entrevistas com diversas organizações.

O estudo, encomendada pelo UK Trade & Investment (UKTI), órgão do governo britânico responsável por promover e estimular investimentos e intercâmbios comerciais com países em expansão econômica ao redor do mundo, revelou que o crescimento dos investimentos em mídia digital no Brasil cresceu 56%, contra apenas 7% na Alemanha e 8% no Reino Unido.

Segundo Ross, o destaque para o cenário brasileiro na economia digital mundial se deve principalmente ao crescimento da classe média e da economia brasileira na última década, que impulsionou a indústria da criatividade e do entretenimento e encheu de otimismo os empresários do país.

Mas, segundo o editor EIU, apesar do evidente potencial brasileiro, ainda são poucas as empresas que se mostram preparadas com a rápida evolução das mídias digitais no mercado brasileiro. Entre as dificuldades apontadas por Ross, estão os problemas que o país ainda enfrenta como fraca infraestrutura de acesso à internet, a pirataria e a falta de modelos de cobrança por conteúdo.

Estatísticas e dados sobre a mídia digital:

  • Segundo dados da pesquisa, somente 9% das empresas no Brasil chegaram a um patamar de sucesso no mercado de conteúdo digital.

  • Contudo, 41%, ou melhor, duas em cada cinco empresas estão buscando estratégias de crescimento relacionadas ao conteúdo digital.

  • Para 45% dos empresários brasileiros entrevistados, os sites e as mídias digitais devem representar nos próximos três anos, os principais canais de investimento em marketing com relação a custo/benefício para atingir o mercado consumidor.

  • Destas novas mídias, a TV online é vista como oportunidade por 78% dos empresários brasileiros entrevistados, ao contrário da China que demonstrou metade desta expectativa com este novo canal.

  • Além destes dados o relatório revelou também que 80% das empresas brasileiras desenvolveram produtos com interface interativa nos últimos três anos, objetivando o aumento das receitas digitais, contra 52% das empresas chinesas e 59% das europeias.


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Crescimento do setor digital:

Tal é a expansão do setor criativo no Brasil, representado por 2,5% do PIB do país, que o próprio governo resolveu apostar nesse segmento com a criação em janeiro de 2011 da Secretaria de Economia Criativa, com o objetivo de estimular ainda mais o crescimento desse setor.

Embora o cenário seja bastante otimista, 75% dos entrevistados afirmaram que “sentem apenas uma parte do impacto global que a digitalização terá na economia”, outros 22% se posicionaram indiferentes às novas tecnologias ou então não souberam afirmar, 30% se mostraram indiferentes à sustentabilidade dos negócios de mídia e entretenimento e 18% discordam que o modelo atualmente adotado não seja sustentável em longo prazo.

Conclusão do estudo:

Para concluir os dados do relatório, Alasdair Ross considerou que de acordo com o crescimento da economia e do poder aquisitivo da classe média, o Brasil representa um dos mercados mais promissores para o mercado de mídia e entretenimento, com boa parte das empresas do país já se encaminhando para um modelo eficiente de gestão nas mídias digitais. Existe uma tendência, segundo o editor de que os consumidores irão inclusive se adaptar ao conteúdo pago como forma de valorização da produção das novas fontes de informação e interação, demonstrando com isso um amadurecimento na cultura digital do país e oportunidade para empresas tirar o melhor proveito dessa ótima fase da economia brasileira.

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